Escola incentiva leitura com tolerância religiosa e combate ao racismo

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A Escola Paroquial Cristo Rei, localizada em Tocantinópolis, promoveu neste segundo bimestre letivo um trabalho interdisciplinar que fez sucesso entre os estudantes. A proposta inicial era incentivar o hábito da leitura, mas a mobilização da unidade escolar permitiu que os alunos embarcassem em uma viagem no tempo até 1941, por meio da leitura da obra “A Mala de Hana”. Em diversas atividades sobre a II Guerra Mundial e o Holocausto, eles estudaram história, geografia, ciências e aprenderam muito sobre intolerância religiosa e racismo.

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Com a obra de Karen Levine, os alunos do 6º ano do ensino fundamental conheceram a história real de uma menina judia que sofreu os horrores do Holocausto, ocorrido nos anos do governo nazista de Adolf Hitler, que exterminou cerca de seis milhões de judeus na Alemanha motivado pela crença de que os judeus eram racialmente inferiores à autointitulada “comunidade racial alemã”.

 

Segundo a idealizadora do projeto, professora Gerlane Galvão Medeiros, as ações foram desenvolvidas com a intenção de promover o incentivo à leitura, o aprendizado sobre fatos históricos e formação da consciência crítica dos educandos quanto à intolerância religiosa e o racismo.

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“A seleção dos livros, trabalhados bimestralmente, busca agradar pela leitura e pela aprendizagem dos conteúdos diversos. A obra a Mala de Hana foi escolhida para que os alunos pudessem se aprofundar nesse tema, que infelizmente ainda é atual, dos conflitos motivados pelo extremismo religioso ou ideologias racistas”, enfatizou Gerlane.

 

Trabalho interdisciplinar

 

De acordo com a professora, as atividades envolveram múltiplas disciplinas. Em língua portuguesa os alunos fizeram as leituras e resumos da obra. Nas aulas de história estudaram sobre a II Guerra Mundial, Nazismo e o Holocausto. Em geografia, o aprendizado foi em torno dos países envolvidos na II Guerra e nos locais onde foram criados os campos de concentração nazistas.

 

No conteúdo de ciências, os alunos aprenderam sobre gases usados nos campos de concentração e sobre o potencial de destruição de armas químicas. Em ensino religioso, os estudos foram sobre judaísmo com direito a debate sobre respeito e tolerância racial, de gênero, sexual, religiosa, dentre outras.

 

Nas aulas de informática, eles utilizaram o laboratório para acessar o material disponibilizado de forma digitalizada, como slides, documentários, além do livro virtual. Os alunos ainda assistiram aos filmes O Menino do Pijama Listrado e A Menina que Roubava Livros, ambos inspirados na aflição passada por crianças durante o Holocausto.

 

Cultura de tolerância e paz

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A disseminação da cultura de paz e da tolerância foi apontada pela aluna Ana Carolina Marques como o maior resultado do projeto.  “Gostei muito da leitura e das atividades, porque aprendemos sobre intolerância contra a religião. Os judeus foram torturados e mortos. Mais de seis milhões de pessoas morreram por isso e é algo muito triste, pois temos que respeitar todas as religiões. Cada um tem sua crença”, ressaltou.

 

O estudante Carlos Alves gostou da escolha da obra e de participar das atividades multidisciplinares do projeto. “O livro da Mala de Hana é muito bom e foi importante tudo que aprendemos sobre a II Guerra Mundial e o Holocausto, nos trabalhos das várias disciplinas como português, história e geografia”, avaliou.

 

Os frutos da iniciativa foram comemorados pela professora Gerlane. “Confesso que fiquei emocionada por perceber que vale a pena planejar, investir e persistir para que os objetivos que almejamos sejam alcançados. Aqui também contamos o apoio da equipe diretiva na realização das ações pedagógicas, o que é um diferencial para alcançar o sucesso dos educandos”, ponderou.

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