Por determinação da Justiça Duda vai para lista da Interpol

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Duda Pereira está foragido
Duda Pereira está foragido

A Justiça aceitou o pedido do Ministério Público para que o nome do empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, seja incluído na lista da Polícia Internacional (Interpol). Um ofício com a solicitação de inclusão foi enviado para a Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (12). A suspeita do MPE é de que ele esteja nos Estados Unidos, no estado da Flórida.

Duda foi presidente do sindicato dos postos do Tocantins e é acusado de encomendar a morte do empresário concorrente Wenceslau Leobas, de 77 anos, no começo de 2016. O pedido de prisão dele foi decretado pela Justiça no dia 10 de abril, desde então é considerado foragido.

O nome do empresário deverá entrar no sistema da Interpol com um alerta de ‘red notice’ nos próximos dias.

Para esta terça-feira (13) estava marcado, no Tribunal de Justiça (TJ), o julgamento de um pedido de habeas corpus – liberdade – para o empresário Duda Pereira. Porém, a sessão acabou sendo adiada a pedido da própria defesa.

Conforme o Tribunal, o adiamento ocorreu porque o advogado do acusado, Paulo Roberto, apresentou um atestado médico. Além disso, o julgamento deve entrar automaticamente na pauta da próxima sessão do TJ, na terça-feira (20) da próxima semana.

“No ano passado, o meu cliente fez um requerimento para entregar o passaporte e o juiz disse que não tinha necessidade de recolher. Ele não está fora do país e nós vamos entrar com pedido para que o juiz receba o passaporte do empresário”, afirmou ao G1.

O advogado disse ainda que Eduardo Pereira não está fugindo da Justiça. “Esteve há disposição por nove meses. Foram feitos pedidos de prisão e o juiz negou, mas essa prisão foi decretada em uma gravação que é nula e não estava no processo na época do decreto”, alegou.

O crime

De acordo com a denúncia, Wenceslau Leobas, pretendia abrir um estabelecimento em Palmas. A intenção era praticar os mesmos preços do combustível vendido em Porto Nacional que, segundo a promotoria, estão abaixo do que é praticado na capital. O MPE disse que Eduardo Pereira teria procurado a vítima para propor um esquema de alinhamento de preços e aumento da margem de lucro, mas o empresário teria rejeitado a proposta.

O crime aconteceu em janeiro. Wenceslau Leobas foi baleado em Porto Nacional, no momento em que saía de casa para trabalhar. Ele morreu após ficar 17 dias internado em um hospital. No mesmo dia da tentativa de homicídio, dois suspeitos de executar o crime foram presos. A polícia disse que um deles chegou a confessar a participação no crime.

Os acusados iriam a júri popular, mas um deles foi assassinado dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia 3 de março. O crime ainda não foi solucionado.

No mês de junho do ano passado, o juiz aceitou a denúncia contra Duda. Ele é acusado de ser o mandante do crime. Segundo o promotor Abel, o processo contra o Duda corre separadamente. Na época, Duda disse que estava sendo acusado injustamente.

Em abril deste ano, foram divulgados áudios que suspostamente comprovam tentativas do empresário de atrapalhar as investigações sobre a morte de Wenceslau Leobas. Segundo o Ministério Público Estadual, pessoas ligadas a Eduardo Pereira estariam tentando convencer uma testemunha a mudar depoimentos.

Cartel

Eduardo Pereira também é investigado a respeito de um suposto cartel nos postos de combustíveis em Palmas. Duda é apontado como comandante do cartel. Em uma conversa telefônica gravada pela Polícia Civil, com autorização da Justiça, ele fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais. Durante a conversa, Cabral promete que irá mudar o fiscal.

Fonte: G1 Tocantins

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