Sob protesto, complexo com novas delegacias é inaugurado; Sinpol critica armas usadas

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Nesta segunda-feira, 26, o governador Marcelo Miranda e outras autoridades inauguraram, sob protesto dos aprovados no concurso da segurança pública que ainda aguardam a nomeação, o segundo complexo de delegacias especializadas de polícia civil da capital que conta com seis pastas, sendo que três dessas especialidades são recém-criadas: DRCC ( Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos), DOT (Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária) e a DRACMA (Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial Contra Administração Pública).

Governo Inaugura Delegacias Especializadas Foto: Nielcem Fernandes
Governo Inaugura Delegacias Especializadas Foto: Nielcem Fernandes

Na ocasião também foram entregues 36 viaturas 0 km, 200 pistolas e 10 mil munições.

A superintendência da polícia científica também será contemplada com 11 das 36 viaturas.

Viaturas Foto: Nielcem Fernandes
Viaturas Foto: Nielcem Fernandes

O secretário de segurança pública César Roberto Simoni enfatizou que todas as armas foram adquiridas através de um convênio firmado junto a secretária nacional de segurança pública e tiveram custo zero para o Estado.

Questionado a respeito do concurso da pasta, o secretário desconversou: “eu não nomeio, eu apenas dou exercício, a nomeação é do governador” e continuou: “há uma boa expectativa que em breve ele faça um um anuncio da nomeação de mais delegados, mais escrivães e mais peritos”. Já quando o assunto foi o estado precário das delegacias de policia civil espalhadas por todo o interior do Estado Simoni disse: “o que nós pegamos no início da gestão em 2015 refletia a ausência do poder público nas cidades do interior. Hoje estamos estabelecendo parcerias e termos de colaboração com os prefeitos onde o Estado entrará com uma parte do investimento e o município com outra”.

Foto: Nielcem Fernandes
Foto: Nielcem Fernandes

Especializadas

O delegado titular da DRACMA, Guilherme Rocha disse ao Gazeta do Cerado que a Delegacia é a primeira especializada em repressão aos crimes cometidos contra a administração pública e será de fundamental importância no combate a corrupção em todo o Estado do Tocantins.

Já o delegado Marcelo Falcão, titular da DOT falou a a respeito da desigualdade na área de arrecadação de impostos: “nós temos uma pequena parcela, principalmente das grandes empresas que fogem de suas obrigações tributárias, onerando assim o cidadão, o pequeno contribuinte trabalhador e dificultando o cumprimento das obrigações do Estado”.

A delegada Milena Lima, titular da DRCC, falou sobre a implantação da especialidade e o avanço em termos de atendimento especializado à população: “a partir da criação da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos a população passa a ser atendida por uma equipe especializa nesse área”.

Protesto

Durante a cerimônia de inauguração inúmeras faixas de protesto foram fixadas pelos aprovados no concurso da polícia civil que aguardam a nomeação e também pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol).

O presidente do Sindicato, Ubiratan Rebelo, concedeu exclusividade ao Gazeta do Cerrado e desabafou: “o ponto em que o sindicato sempre entra em conflito é por que sempre inaugura delegacia alugada, nós não temos prédios próprios”. Ele mencionou ainda a situação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 20 milhões que teria sido desviada de seu destino primário: a instalação de uma cidade da policia civil que contaria ao todo com dezoito especialidades.

Rebelo afirma que “no ano passado nós conseguimos uma emenda no valor de R$ 20 milhões para a implantação de uma cidade da policia civil. Soubemos tem pouco mais de um mês que os alguns deputados junto com o secretário de segurança resolveram alterar a finalidade da construção desse prédio, alegando que essa construção não era algo pra agora”.

O presidente do sindicato ainda disse “que as armas entregues são usadas pela Força Nacional de Segurança Pública, são armas que tem de cinco à oito anos de uso e é um material que não nos dá uma garantia efetiva de ação policial. Essas armas podem vir a falhar causando a morte de um policial em serviço”.

(Colaborou Nielcem Fernandes)

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